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 LÚCIA DAVID - MISSING OUT

ARTIST STATEMENT



 

Human life entered a period of lockdown. I was already, for  several years, on a retreat from social interaction.   Social distancing and constant washing of my hands from producing my artworks with a toxic glue and acid old papers has been my “normal”.  Nothing new, just a healthy way of cocooning in my studio. Creativity  happens in a flux  at the same pace has the  braking news enter my brain…a constant absorption of knowledge from  virtual lectures to podcasts and conferences or interviews. In my studio the air is always filled with themes and stories, fiction or fact, real or perceived elements of other people’s interactions with life.

I do not live life I´ve been listening to other human’s life… to nature’s sounds of life… to the earth pulsing energy and I’ve been depositing that information inside my art pieces.

“Missing Out” exhibition is the result of that distancing process of becoming an observer, a listener and an uninterruptible maker.




 

A vida humana entrou em retiro e aprisionamento. Essa é a minha vivência quase há uma década. Distância social e lavar as mãos constantemente é o meu normal porque trabalho com cola tóxica e papéis velhos e ácidos. Nada de novo, apenas uma forma saudável de habitar o meu  estúdio-casulo. A criatividade nunca é coartada e acontece ao ritmo das notícias de última hora que entram no meu espaço mental, uma constante absorção de conhecimento pelas palavras ditas em comunicações politicas ou científicas oficiais e em tempo real, palestras, conferências, entrevistas ou documentários. 

No meu estúdio o ar está sempre repleto de temas e histórias e de fragmentos da interação de outras pessoas com a vida.

Não vivo propriamente a vida, apenas “escuto” sobre a vida dos outros, absorvo sons vivos da natureza e perceciono o pulsar da energia do planeta. Aplico toda essa informação nas peças que desenvolvo.

“Missing Out” é o resultado desse processo de distanciamento que me permitiu espaço para observar e escutar, transformando-me numa ininterrupta “fazedora”.

 

Lúcia David 2020