Home

Exhibitions

Artists

Collection

Gallery

Shop

Paulo Damião

Biografia

Biography

Obra selecionada

Selected works

Textos & Catálogos

Texts & catalogs

Acervo

Available works

Paulo Damião  Interlúdio

INTERLÚDIO - trecho musical entre dois actos, duas cenas numa peça dramática.

 

Este conjunto de trabalhos traduz uma reflexão sobre o percurso afectivo e estético que a minha memória é capaz de guardar. Uma espécie de intervalo reflectivo e simultaneamente contemplativo sobre o tempo e os seus efeitos no meu trabalho e da minha presença nele.

Interlúdio é uma introspecção é uma metáfora para designar estes registos. Serve para preencher o intervalo entre dois actos: acto de pensar que se debruça sobre ideias estéticas iniciadas na infância, e o segundo acto (estrofe) que compreende os caminhos que a pintura me oferece experimentar.

As transições são quase sempre libertadoras e não são livres de danos. É maior o tempo de luta interior do que os louros nos resultados ou as derrotas que se materializam num suporte.

Há quem entenda o resultado como o espelhar de uma viragem, uma expectável decisão do artista no seu percurso, mas a questão não se procura resumir neste antes e depois. Quer-se compreendida numa decisão mais profunda que acontece pelo acumular de vezes que nos questionamos do sentido e significado dos nossos actos, da utilidade da pintura, do que pretendemos expor ao espectador.

O interesse da Pintura é ser uma oferta, e daí advir a nossa capacidade de a perseguirmos para a querer entender e expressar um conceito e/ou uma emoção. 

                                                                                                                                                                   Paulo Damião 2015

INTERLUDE

 

Music feature between two acts, two scenes in a dramatic piece.

 

This body of work represents a reflection on the artistic journey, emotional and aesthetic that my memory is capable to store.

A kind of reflective range and simultaneously contemplative over time, and is contribution with his presence in my work, and my presence in it.

Interlude is a insight and a metaphor to interpret those records. It serves to make a bridge between two acts; the act of thinking which focuses on aesthetic ideas that start on childhood, and the second act (stanza) that comprises the ways painting offers, the choices I make to represent an idea or a concept under certain conditions.

Transitions are almost always liberating, and aren't free from damages. It is greater the inner struggle then the gains on the results or the losses that materialize.

There are people who understands the result as a mirror of a turning point, but is deeper then the conscious decision of the artist, it doesn't resumes on a after or a then. It want to be understood in a deeper decision that happens on our unconscious.

The interest of painting is to be an offer, and from this metaphor it becomes crucial to pursue the infinite ways to understand were they are taking us, her problematic and prerogatives, trying, on the way, express a concept or an emotion.